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21
out
09

O menino e o balão

Esse negócio de ser editor não é fácil mesmo… Falta tempo até para manter vivo o blog pessoal. Porém, para não perder a força do hábito….

Emídia Felipe encaminha e-mail com um texto interessante sobre a recente “farsa” do menino que teria ficado preso em um balão cujo drama da família virou, durante horas, alvo da imprensa mundial. Uma boa discussão sobre o que realmente é importante ser apurado ou não. O texto também pode ser lido no site do Knight Center para o Jornalismo nas Américas. Em destaque, a melhor parte da matéria, segundo Emídia (mas eu também concordo com ela).

Meios de comunicação colaboraram com a farsa do “menino do balão”, diz investigador
Investigadores apuram se os meios de comunicação sabiam que a história do menino de seis anos, supostamente a bordo de um balão aeroestático, era uma mentira, informa a CBS News, que cita um xerife do estado americano do Colorado.
As revelaçoes e os rumores acerca da chamada “família do balão” circulam na internet mais rápido que o globo de hélio caseiro à deriva na semana passada.
Os investigadores querem interrogar um sócio do pai da família, que preparou a farsa, uma montagem publicitária para promover um programa de televisão que pretende criar, acrescenta a Associated Press. O sócio, Robert Thomas, vendeu ao site Gawker.com a história “Exclusivo: Ajudei Richard Heene a planejar a farsa do balão”. Segundo o Gawker, trata-se de “relato fascinante”. “Logo que Thomas ofereceu vender a sua história, pagamos por ela”, explica o site. O valor não foi revelado.
Diane Mermigas, do True/Slant considerou o incidente “o melhor exemplo dos caprichos do vídeo e das discussões em tempo real, que se alimentam de tudo o que está na vista igual a uma piranha”. Mermigas disse ainda que a imprensa deveria se dedicar aos assuntos de real importância e não só às manchetes que causam impacto.
Vários psicólogos disseram que a atenção excessiva dos meios de comunicação ao caso poderia afetar negativamente a criança de seis anos no centro da polêmica, explica a CNN. E os efeitos de ir pela vida como “o menino do balão”?

Meios de comunicação colaboraram com a farsa do “menino do balão”, diz investigador

Investigadores apuram se os meios de comunicação sabiam que a história do menino de seis anos, supostamente a bordo de um balão aeroestático, era uma mentira, informa a CBS News, que cita um xerife do estado americano do Colorado.

As revelaçoes e os rumores acerca da chamada “família do balão” circulam na internet mais rápido que o globo de hélio caseiro à deriva na semana passada.

Os investigadores querem interrogar um sócio do pai da família, que preparou a farsa, uma montagem publicitária para promover um programa de televisão que pretende criar, acrescenta a Associated Press. O sócio, Robert Thomas, vendeu ao site Gawker.com a história “Exclusivo: Ajudei Richard Heene a planejar a farsa do balão”. Segundo o Gawker, trata-se de “relato fascinante”. “Logo que Thomas ofereceu vender a sua história, pagamos por ela”, explica o site. O valor não foi revelado.

Diane Mermigas, do True/Slant considerou o incidente “o melhor exemplo dos caprichos do vídeo e das discussões em tempo real, que se alimentam de tudo o que está na vista igual a uma piranha”. Mermigas disse ainda que a imprensa deveria se dedicar aos assuntos de real importância e não só às manchetes que causam impacto.

Vários psicólogos disseram que a atenção excessiva dos meios de comunicação ao caso poderia afetar negativamente a criança de seis anos no centro da polêmica, explica a CNN. E os efeitos de ir pela vida como “o menino do balão”?

16
mar
09

vagas de estágio

É sempre bom divulgar! A Superintendência de Comunicação da UFRN e o curso de Comunicação Social estão abrindo vagas para bolsistas remunerados e voluntários para a Agecom e FM Universitária. As inscrições foram abertas hoje e vão até sexta-feira.  Podem concorrer, alunos a partir do 3º período que tenham cursado a disciplinia Oficina de Texto I. As provas serão realizadas no dia 23 e e o resultado sai no dia 26. As inscrições podem ser feitas na Secretaria da Superintendência das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30. Outras informações pelos telefones: 3215.3266/3241.

17
fev
09

Atestado de vida

Não, eu não morri! Mas as coisas complicaram um pouco para mim aqui no jornal. Minha colega de editoria, Emídia Felipe, foi promovida à chefia de reportagem e já está assumindo o novo desafio desde janeiro. Ao mesmo tempo que desejo boa sorte a ela (que merece pelo esforço e competência que sempre demonstra nas atividades que exerce), peço desculpas aos poucos leitores pelos longos períodos off. Lembrando que não esqueci das promessas que fiz anterioremente e prometo pagar as dívidas.

20
jan
09

Dúvidas econômicas

Em dezembro, mandei um e-mail para a jornalista Ana Estela de Sousa Pinto, do blog Novo em Folha, com uma dúvida sobre uma das minhas matérias da cesta básica (já coloquei algumas aqui).  Para você que já está se perguntando, respondo: sim, jornalista formado também tem dúvida na hora de escrever. Bom, não fiquei só feliz com a resposta, mas também com a publicação da dúvida no blog.  Clique aqui para ver o post e aqui para ver o comentário da Ana sobre o assunto. Sugiro também uma boa lida (leiam mesmo!) nos comentários que os leitores deixaram sobre o que seria mais importante (a boa ou a má notícia). Para quem tem dúvidas como eu na hora de trabalhar números, os comentários trazem muitas dicas de como eles poderiam ser interpretados (das soluções mais simples – para quando você está com pressa – até as mais aprofundadas – se você só tiver essa matéria para fazer).

15
jan
09

Atolado…

Ando tão atolado de trabalho na redação que não estou tendo nem tempo de postar no blog. Embora tenha “logado” todos os dias no WordPress estou sem tempo. Por enquanto, ando anotando algumas idéias para escrever depois.  Bom, mais uma promessa de ano novo que se junta a outra não cumprida no ano passado. Vai aí uma lista para não esquecer (podem me cobrar depois. É sério!):

1- A assessora medrosa X o chefe estressado;

2- Refórmia ortográufica (não sei mais escrever);

3 – Áudio da palestra da Renatal Leal em Natal (jornalista responsável pelo blog Bombou na Web) – essa é dívida mais do que antiga;

4 -  Jornalistas e seus dramas (reflexões para sobreviver à dura realidade do jornalismo – post inspirado pela minha leitora Priscila Adélia);

5- Fontes: modo de usar (e a didática história de uma fonte que perdeu a confiança no jornalista);

31
dez
08

Sidra ou champanhe???

Há poucas horas passei por uma situação que me lembrou um pouco um post que a jornalista Ana Estela de Sousa Pinto colocou há pouco tempo no blog Novo em Folha falando sobre o direito que qualquer repórter tem de não saber de tudo, mas da necessidade de nos inteiramos um pouco sobre aquilo que estamos perguntando.

Fui às ruas – coisas que repórter de Economia de jornal pequeno quase não faz – para ver a movimentação do comércio nas últimas horas antes da “virada”. Em um dos shoppings da cidade, resolvi entrar em uma das mais famosas lojas de bebidas importadas e finas da capital para saber como estavam às vendas. Os vendedores estavam enlouquecidos e nada receptivos. Quando entrei na loja, me apresentei a um deles e expliquei: “Estou fazendo uma matéria sobre as vendas e queria falar com a gerente sobre a venda de bebidas com champanhe, vinhos e sidra”. Qual não foi  minha surpresa ao ver o vendedor dar uma gargalhada e dizer em tom de deboche: “Sidra? A gente não vende sidra aqui, não!”.

Como este repórter tem um pavio curto por natureza, soltei: “Desculpa! Sou pobre, não tomo champanhe! Comemoro o ano novo com sidra, mesmo!”. O vendedor ficou sem graça, se retirou e foi chamar a gerente que informou estar muito ocupada. Uma outra vendedora veio e se dispôs a atender a equipe, mas ficou agindo como quem trata alguém pouco importante. Fiquei chateado com aquela postura, agradeci a atenção e fui embora (nesse caso, a informação não era relevante porque eu já tinha pego dados sobre bebidas com os supermercados). Resultado: não citei nada da loja na matéria. Mesmo assim fiquei pensando: será que eu era obrigado a entender de vinhos em uma matéria comum do dia-a-dia?

31
dez
08

Renúncias

Quem decidiu ser repórter, tem que estar ciente que um veículo de comunicação não pára. Pelo menos não por muito tempo como outras empresas particulares. Então, em épocas como o fim de ano, esqueça do Natal em família e o réveillon com os amigos da maneira como você estava acostumado. Hoje estou de plantão na Tribuna, para fecharmos o jornal de amanhã. Claro, trabalharemos em um horário atípico (somente pela manhã e início da tarde). Tenho a vantagem de ser repórter de uma editoria especializada e não ter que passar por coisas como cobrir a  Missa do Galo, no Natal, e a queima de fogos, no dia 31. Porém, já passei por isso quando fui repórter de Cidades: teve um ano que fiquei com a Ronda Policial e a busca pelo primeiro bebê (que nada tem a dizer junto com sua mãe cansada e descabelada que acabou de sair de um parto de madrugada, mas é pauta clássica de toda primeira edição do ano). Acredito que essas renúncias fazem parte da rotina de quem está aprendendo. São necessárias principalmente para quem está començando saber que não é só de glamour que vive o jornalismo.

31
dez
08

Fogos, champanhe e… Feliz 2009!!!!

champagne12008 terminou e deixou suas lições. Não posso dizer que foi um ano maravilhoso para mim. Perdi muitas coisas importantes que jamais serão recuperadas. Por outro lado, não vou afirmar que foi um ano péssimo. As quedas me ensinaram a superar alguns obstáculos, crescer, ser mais forte.

Que 2009 venha cheio de novidades, conquistas e, claro, novos obstáculos para transpor. Um ano cheio de pautas interessantes, fontes menos chatas, horários menos corridos e mais dinheiro no bolso… :D Feliz Ano Novo para todos!!!!

18
dez
08

Checar, checar e checar…

Parece... mas, não é!

Parece... mas, não é!

Redação é assim: quase um pedacinho do inferno! Um lugar onde as pessoas falam (e alto), o telefone toca (o tempo todo), todo mundo está sempre muito ocupado e o mundo acaba na hora do dead line. Nesse clima de corre-corre o risco de errar é grande! Ia cometendo um erro daqueles imperdoáveis hoje.

Como já contei em um post anterior, estou sozinho com meu editor por causa da viagem de minha parceira repórter ao Rio de Janeiro. Resultado: tenho pautas do dia e minha especial de domingo pendentes. Para esta última, tenho cerca de umas dez pessoas para entrevistar. Peguei a lista, digitei na tela do computador e comecei a pedir as ligações à telefonista. Infelizmente, as fontes não seguem nossa vontade, atendem quando querem. Então, com o tempo, a “ordem” das ligações começou a mudar. Chegou uma hora que o telefone tocou com a ligação pedida, e eu tinha certeza (???) que era o “entrevistado A”. Perguntei quem era, me identifiquei e comecei a fazer perguntas. No finalzinho, meu “instinto de repórter” fez acender uma luz amarela (para usar uma expressão típica dos especialistas em economia). Resolvi conferir - como quem não quer nada – o nome exato da entidade que o “entrevistado A” representava. Oops! Não era ele, era o “entrevistado B”.

Estou saindo de uma crise de faringite, minha voz não está muito bem, então tenho falado mais baixo do que o habitual. A minha fonte era meio surda (acreditem, vocês ainda vão entrevistar alguém assim) e, com o barulho do fechamento, não escutou direito quando eu perguntei “sr. entrevistado A?” ao atender. Juntou com o fato das fontes serem representantes de um mesmo setor e acabarem tendo quase que a mesma opinião.

O que eu fiz? O certo: tive que pedir desculpas e dizer para ele que havia me confundido entre as fontes. As respostas não estavam perdidas porque, como eu já disse as perguntas para um, complementavam o que eu iria questionar com outro. Mesmo assim, tive que continuar a entrevista e fazer as perguntas que faltavam.

Publicar uma matéria em um jornal é reduzir ao máximo as dúvidas. O jornalista Vicente Serejo, que foi meu professor na UFRN, disse uma vez em sala de aula que a gente só deve sair de uma entrevista quando tiver esgotado nossa capacidade de perguntar, eliminando as maiores possibilidades de dúvidas. Mesmo com pressa, se eu não tivesse feito um questionamento aparentemente bobo (“qual é exatamente o nome da entidade que o senhor representa?”) poderia ter atribuído uma declaração a quem não era devido. Ufa!!!

16
dez
08

Veja libera geral…

Uma ótima notícia para quem quer acompanhar a história através de uma das revistas mais antigas do país. Aproveitando a comemoração dos seus 40 anos, a revista Veja digitalizou seu acervo. Um trabalho gigantesco: foram mais de 9 mil arquivos digitalizados em cinco meses por 30 funcionários, que se revezavam em três turnos de trabalho. Acesse aqui o acervo digital de Veja.




Sobre o blog

Se jornalismo é a arte de “contar histórias”, esse blog quer contar as “histórias por trás das histórias” que saem nas páginas do jornal. Produzir notícias não é um processo fácil. Porém, é uma atividade que pode ser mais do que divertida para quem é apaixonado pela profissão de repórter. Por isso, este é um espaço para “causos”, comentários de notícias e algumas questões sobre as transformações que o jornalismo passa. Embora o foco sejam os estudantes e os “focas”, o objetivo é muito mais debater e trocar idéias do que ensinar.

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