Arquivo para a categoria 'Debate'

09
Jul
09

Fotografia analógica: that´s it…

KodachromeProjectHeader

Se você teve poucas oportunidades na sua vida de esperar uma semana para ver como ficaram as fotos da sua viagem de férias, não se preocupe. Provavelmente, você não terá outras chances da longa espera. A Kodak anunciou essa semana o fim da produção do Kodachrome – o filme fotográfico colorido mais antigo do  mercado!!! – pondo mais uma pedra sobre o túmulo da fotografia analógica. Vi a notícia hoje no blog do Knight Center para o Jornalismo nas Américas.

A notícia mexeu com o sentimento de muitos fotógrafos profissionais que lamentaram o fim do produto e correram às lojas para adquirir as últimas unidades (não sei se para fotografar, mas com certeza o rolo de filme, mesmo sem ter sido usado, será uma raridade daqui pra frente). Até a própria Kodak criou uma página especial em tributo ao Kodachrome. A imagem que ilustra o post, eu “roubei” de umforum em um  site que comemorativo (???) dos 75 anos do filme.

Não sou saudosista, mas essas coisas me fazem pensar que meus álbuns de fotografia da infância, lotados de imagens feitas em máquina descartável Love (aquelas que vc mandava revelar e ganhava duas miniaturas da foto) são cada vez mais uma lembrança esquecida no guarda-roupa. Não é estranho pensar que nossos netos vão achar incrivelmente velha essa história de foto em papel?

05
Jul
09

E o diploma, cadê?!

E o diploma, cadê?!
Estava esperando as coisas esfriarem mais para poder lançar minha opinião sobre o nosso diploma de Jornalismo, que agora mais parece
um papel sem importância guardado em um pasta de documentos. Confesso que já fui defensor ferrenho do diploma. Hoje tenho minhas
dúvidas se uma faculdade é necessária para formar um jornalista. Mas, também não acho que o diploma mereça a lata do lixo. Passei
quatro anos e meio nos bancos da UFRN para conseguir meu título de bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo
(nome grande e pomposo, né?) e não me arrependo de nenhum dos calos que criei na bunda por isso. Porém, lamento em dizer que a
decisão da Justiça sobre a não-obrigatoriedade do nosso diploma é apenas uma oficialização de algo que já estava posto: nosso
“canudo” foi desvalorizado por nós mesmos.
Infelizmente, como jornalistas, somos uma classe desmobilizada. Vá ver o que acontece se você tentar tirar o diploma de um médico,
engenheiro ou até de um chef de cozinha para fazer alusão ao exemplo patético do ministro Gilmar Mendes… Infelizmente, a voz de
alguns poucos jornalistas sindicalizados que foram para Brasília bater panela não funcionaria nunca. Precisávamos estar juntos, mostrar à
sociedade o quanto essa discussão sobre o diploma era importante. Enquanto massa trabalhadora, fizemos justamente o contrário (e o
que sempre fazemos): esperamos as coisas acontecerem.
Acho que agora restam dois caminhos: ou desvalorizarmos ainda mais o nosso diploma e deixar quem não tem capacidade nenhuma de
ser jornalista ocupar as nossas poucas vagas no mercado; ou passamos a valorizá-lo desde já, mostrando que quem é jornalista por
formação está muito mais preparado do que quem nunca passou pela universidade. É hora de investirmos nas pós-graduações e outros
cursos que agreguem ao nosso conhecimento universitário outras informações, que nos tornem profissionais melhores.
Que caminho vamos seguir? Não sei quanto a vocês… Mas eu já escolhi o meu.
P.S. O argumento do ministro Gilmar Mendes sobre o jornalismo ser uma atividade “meramente intelectual” coloca em xeque toda a área
de Ciências Humanas e Sociais. Será que vão querer tirar o diploma agora dos advogados, sociólogos, historiadores, psicólogos e
professores? Nesse último caso, era só o que faltava para fazermos a educação do nosso país afundar de vez.

Estava esperando as coisas esfriarem mais para poder lançar minha opinião sobre o nosso diploma de Jornalismo, que agora mais parece um papel sem importância guardado em um pasta de documentos. Confesso que já fui defensor ferrenho do diploma. Hoje tenho minhas dúvidas se uma faculdade é necessária para formar um jornalista. Mas, também não acho que o diploma mereça a lata do lixo. Passei quatro anos e meio nos bancos da UFRN para conseguir meu título de bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (nome grande e pomposo, né?) e não me arrependo de nenhum dos calos que criei na bunda por isso.

diploma-jornalismoPorém, lamento em dizer que a decisão da Justiça sobre a não-obrigatoriedade do nosso diploma é apenas uma oficialização de algo que já estava posto: nosso ”canudo” foi desvalorizado por nós mesmos. Infelizmente, como jornalistas, somos uma classe desmobilizada. Vá ver o que acontece se você tentar tirar o diploma de um médico, engenheiro ou até de um chef de cozinha para fazer alusão ao exemplo patético do ministro Gilmar Mendes… Infelizmente, a voz de alguns poucos jornalistas sindicalizados que foram para Brasília bater panela não funcionaria nunca. Precisávamos estar juntos, mostrar à sociedade o quanto essa discussão sobre o diploma era importante. Enquanto massa trabalhadora, fizemos justamente o contrário (e o que sempre fazemos): esperamos as coisas acontecerem.

Acho que agora restam dois caminhos: ou desvalorizarmos ainda mais o nosso diploma e deixar quem não tem capacidade nenhuma de ser jornalista ocupar as nossas poucas vagas no mercado; ou passamos a valorizá-lo desde já, mostrando que quem é jornalista por formação está muito mais preparado do que quem nunca passou pela universidade. É hora de investirmos nas pós-graduações e outros cursos que agreguem ao nosso conhecimento universitário outras informações, que nos tornem profissionais melhores.

Que caminho vamos seguir? Não sei quanto a vocês… Mas eu já escolhi o meu.

P.S. O argumento do ministro Gilmar Mendes sobre o jornalismo ser uma atividade “meramente intelectual” coloca em xeque toda a área de Ciências Humanas e Sociais. Será que vão querer tirar o diploma agora dos advogados, sociólogos, historiadores, psicólogos e professores? Nesse último caso, era só o que faltava para fazermos a educação do nosso país afundar de vez.

13
Mai
09

Tirando doce de criança

Nostalgic-Candy-Gift-BasketLembra daquela sensação que dava quando sua mãe mostrava aquele pudim enorme e dizia que você só iria comer depois do almoço? É o famoso “tirar doce da boca de criança”. Maldade pura (e quem faz vai direto pro inferno sem escalas)! Mas é assim mesmo que a gente se sente quando sua fonte fala, fala e fala (até pelos tornozelos, porque os cotovelos já não são suficientes) e depois do ponto final diz: “Mas por favor não coloque isso que eu disse não…”. Como assim? Jornalista trabalha com informação e gosta de novidade!!! Tirar isso dele é mesmo que arrancar um pirulito da boca de um neném… Aconteceu isso comigo hoje. Ainda bem que tem sempre tem o off – do inglês “off record” – que salva (mas que, infelizmente, não tem o mesmo peso de uma declaração aberta)! Os dados, o cenário, a análise ficou. Porém, por mais crebilidade que você tenha junto ao leitor, usar o que “uma fonte ligada ao setor disse” cheira mais a especulação. Fazer o que, né? Ainda na linha dos motes populares: mais vale um pássaro na mão…
Para complementar: Lembrei de um post antigo do blog Novo em Folha onde a jornalista Ana Estela fala sobre o uso do off. E lembra: off só existe antes. O entrevistado tem que pedir sigilo antes de bombardear o repórter com informações. Infelizmente, a gente não pode contar com o bom senso de todos. E aí tem que ter jogo de cintura mesmo para conseguir que alguns detalhes fiquem “on”. Segue o link:

Off, dúvida e atitude

17
Dez
08

“transmimento” de “pensação”*?

Ontem fiz uma matéria com dados do IBGE, sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios. Além de um extenso material com dezenas de tabelas, a assessoria local do órgão nos enviou um resumo com os destaques de números do Rio Grande do Norte. Como esta semana estamos só eu e meu editor (minha colega Emídia Felipe está no Rio de Janeiro cobrindo os leilões da ANP), resolvi me fixar nesses dados mais resumidos. Acabei destacando – sem perceber, claro – algo que já havia sido notícia do jornal no mês passado e… pimba! Ganhamos uma manchete repetida.

Vejam aqui os “títulos-gêmeos”:
Matéria de 17 de dezembro de 2008
Matéria de 15 de novembro de 2008

Antes que alguém atire a primeira pedra, nenhuma das matérias está errada (mas também não teria vergonha de colocar aqui se estivesse). Apenas existia um dado na pesquisa que era exatamente o mesmo que já havia sido destacado 30 dias antes no jornal. No primeiro parágrafo da minha matéria, havia informações novas sobre a participação de cinco municípios potiguares na composição do PIB, mas acabei destacando o número total por dar uma visão geral do estado ao leitor.

O título não é obrigação do repórter, mas aqui no jornal temos a liberdade de deixar uma sugestão para o editor. Por isso, fica a minha mea culpa. A Língua Portuguesa tem milhares de verbetes e as possibilidades de combiná-los de maneira inovadora é infinita. Às vezes, na necessidade de sermos objetivos (uma das características essenciais do jornalismo) acabamos partindo para soluções “práticas” demais. “PIB do RN cresce 4,8% em 2006″ é, talvez, a forma mais objetiva e clara de resumir o principal ponto da matéria, mas estava muito próxima do lugar comum. Do mesmo jeito que saiu repetido dentro do próprio jornal, poderia ter sido em um concorrente.

*”Transmimento” de “pensação” era a forma como um professor de História do 2º grau apelidava a famosa “cola”. Ele se divertia em colocar a mensagem junto das respostas fraudadas e esperar a pergunta dos alunos sobre o que significava aquele trocadilho.

29
Nov
08

apurar é que é certo

Hoje aprendi um pouco mais sobre a necessidade de ser firme com a equipe que sai com você (fotógrafo e motorista). Não chega a ser uma regra, mas o repórter é meio que “chefe” do grupo que vai para a rua. É ele que – depois das orientações do chefe de reportagem – está responsável por decidir se o carro deve ir primeiro para um lugar ou outro, se uma foto é necessária ou não. Mas, pessoalmente, gosto de fazer as coisas em comum acordo, perguntar se o fotógrafo e motorista concordam.

Só que hoje tive que tomar uma decisão unilateral para não perder uma informação importante. Sendo sábado, a equipe está de plantão e eu estava com a ronda policial. Logo que saí de casa soube de uma tentativa de fuga na Delegacia de Plantão da Zona Sul* e, ao chegar na redação, apurei que também houve uma tentativa em uma carceragem provisória vizinha ao jornal e uma confusão no centro para adolescentes infratores. O problema deste segundo ponto é que eu não sabia exatamente onde ficava e o motorista também não sabia ao certo.

Me confiei no fotógrafo – que é extremamente experiente e competente -, mas não contava que ele ficaria fazendo corpo mole. O motorista foi duas vezes a lugares errados (onde pensávamos que fosse o centro de adolescentes) para só então o fotógrafo dizer que sabia onde era. Quando chegamos, os funcionários informaram que a confusão não tinha sido ali. Mas que havia a possibilidade de ser em outra unidade (já tínhamos inclusive passado por uma delas sem descer do carro).

Quando entramos no carro, o fotógrafo disse: “aqui não tem nada, então vamos embora para o jornal”. E aí eu tive que dizer: “de jeito nenhum! preciso ir lá e conferir se não houve nada mesmo”. Cara feia foi o que não faltou. Quando chegamos, provei que estava certo. Apesar dos funcionários não quererem falar, um deles foi soltando logo que tinham queimado um colchão à noite.  Percebeu a besteira que fez e não quis falar mais. Para o repórter atento, porém foi o princípio da matéria.

Já havia cometido dois erros. O primeiro é que eu deveria ter sido claro com o motorista e perguntado se ele sabia, com certeza, onde ficava o lugar. Por isso, perdemos tempo. O segundo foi confiar somente no fotógrafo que, com preguiça, não queria fazer nem o trabalho dele, quanto mais o meu. Neste caso, deveria ter ligado para a redação para me orientar sobre onde seria o local exato. Quando bati o pé para ir no lugar certo conferir, cumpri minha missão de repórter (e naturalmente curioso): ir ver de perto o que me contaram.

* Esse post está enorme, mas vale o comentário. Sempre faço ronda nos plantões de sábado e gosto muito. A Delegacia de Plantão da Zona Sul fica a cerca de duas quadras do meu apartamento. Então, sempre saio de casa mais cedo para apurar a informação mais quente, porque se deixar para ligar da redação a equipe de plantão já saiu e a que fica não sabe falar nada. Não faço isso só pelo jornal, se você perguntar. É minha necessidade de repórter, meu esforço pessoal para fazer um bom trabalho. Se não faço, sinto que deixei o trabalho incompleto.

05
Nov
08

o quarto poder

barackHoje não se falou em outra coisa a não ser a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos. Aliás, quem trabalha em redação deve ter cansado de ouvir o nome do novo comandante da terra do Tio Sam. Achei interessante uma notícia publicada no 1º Caderno do site Comunique-se (para cadastrados) com informações da Agência EFE. A matéria fala de uma pesquisa mostrando que, para a maioria dos eleitores, a imprensa ajudou a eleger Obama.

Segundo o Instituto Rasmussen, “51% dos eleitores acham que a mídia deu um empurrão na escolha dos americanos, e apenas 7% acreditam que a imprensa foi favorável ao republicano John McCain”, diz o Comunique-se. Será que ainda somos o Quarto Poder? Embora simpatize com Obama, não duvido…

MAIS OBAMA – O jornalista Renato Essenfelder, em seu blog Midialogismo, também fez uma análise bastante interessante das capas dos principais jornais brasileiros sobre a eleição americana. Se eu ainda fosse estudante, com certeza, iria querer debater esses assuntos em sala de aula…

05
Nov
08

de volta à cesta básica

Semana passada postei por aqui uma das minhas angústias: as difuldades em escrever sobre aqueles assuntos que se repetem (mais especificamente a cesta básica). Ontem, mais vez, chegou a hora da matéria. Pior é que parece que nada ajuda: a pesquisa do Procon chegou depois das 17h no meu e-mail. O horário já é limite para jornais de uma cidade pequena como a nossa. Além disso, é difícil de buscar uma coisa que considero fundamental: os personagens. Nada melhor do que matéria com a dona-de-casa que confirma aquilo que a pesquisa já disse: os preços, mais uma vez, subiram. Mas não havia mais tempo.

Além disso, faltava espaço ontem na editoria para destacar a matéria. Como tinha uma avaliação do crescimento da cesta no ano (ela atingiu o ápice de 2008 em outubro) era importante mostrar isso através de um gráfico. Infelizmente, não tinha mais onde colocar uma ilustração. E aí, na hora de escrever vem o velho “nó” de transformar em palavras simples e compreensíveis um monte de números e porcentagens. Espero ter acertado na linguagem. Leiam aqui e depois comentem no blog, sugiram mudanças para as próximas ou falem das suas dificuldades também!

04
Nov
08

este fica em “off”

Ontem estava observando como uma colega de trabalho usa bem o ”off” (quando se pede para um entrevistado falar sem que sua identidade seja revelada). Sempre que está entrevistando um empresário sobre algum assunto que pode trazer algum prejuízo para a empresa, criar algum cenário negativo ou mesmo desgastar a imagem do empreendimento no mercado, ela sempre procura deixar claro: “se o senhor(a) não se sentir à vontade, pode comentar o assunto comigo sem que eu o identifique”.

Acho válido o recurso do off, principalmente quando o assunto pode ser constrangedor ou mesmo colocar em risco quem fala. E em um estado como o nosso, às vezes carecemos de novas e boas fontes (a minha editoria, Economia, que o diga); algumas pautas caem constantemente por falta de algum comentário forte que segure a matéria. Deixar os entrevistados à vontade para falar o que pensam sem a necessidade de que eles sejam expostos acaba sendo uma ótima saída, que é muito mais usada pela editoria de Política.

Só não sei onde fica a linha imaginária e tênue que mede o quanto se pode usar o recurso. Pessoalmente, acho que uma matéria com base em “informações de uma fonte” genérica acaba perdendo a força se ficar só nisso. Claro que a gente sempre procura apurar com mais de um, de preferência com alguém que fale e mostre a cara. Mas já vi em muitos jornais matérias inteiras baseadas em “fontes sem rosto”. Acho que a discussão é tão profunda quanto aquela sobre usar ou não o gravador.

30
Out
08

venenoso, eu?!

Quando estava no 4º período do curso de Comunicação Social, não via a hora de por os pés em uma redação e colocar as mãos na massa. A oportunidade surgiu para um período de experiência em uma emissora de TV local, na pauta. Mas como aprender o que é jornalismo de verdade em um lugar onde todo mundo está correndo contra o tempo, não existe um “coordenador” para os estagiários e a única função delegada a você é atender telefones e marcar entrevistas (o trabalho chato que ninguém queria fazer)? Já deu para entender que lá eu não aprendi nada.

Aliás, talvez tenha aprendido. Depois de duas semanas, sem conseguir desenvolver nenhum trabalho, sem saber como funcionava aquela engrenagem louca de pessoas falando alto, telefones tocando e televisão ligada sempre no volume máximo, fui mandado embora. O “chefe” do setor me chamou e me disse que não tinham percebido em mim o perfil que eles procuravam. “Ainda falta em você o ‘veneno’ (foi essa expressão mesmo!) que é preciso a um jornalista…”

Bom, não entendi até hoje que veneno é esse. Entretanto sei que, depois de cinco anos trabalhando com jornalismo, eu mudei. Não sei se sou mais ou menos “venenoso” do que antes. Mas com certeza desenvolvi raciocínio rápido, capacidade de “ler nas entrelinhas” e olhar com um pouco mais de malícia as coisas da vida.

Fica então a pergunta: que características (mais precisamente qualidades) alguém precisa ter para ser um bom jornalista?

28
Out
08

Transformando “feijão com arroz” em “baião de dois”

Não são só as editorias de cidades – que tratam dos assuntos locais, do cotidiano urbano – que sofrem com a “mesmice” de algumas pautas. Como repórter de Economia, pelo menos uma vez por mês convivo com algumas pautas “comuns”. A cesta básica é clássica. Aqui no Rio Grande do Norte, convivemos com pelo menos duas pesquisas principais: a do Procon Municipal e a do Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Economicos (Dieese). Independente de qual seja a fonte para a matéria é sempre um nó tentar dar leveza a um monte de números associados a itens que vão de gêneros alimentícios a produtos de limpeza.

O problema é que, por mais que tente, a matéria acaba sendo sempre igual e pouco atrativa para quem realmente deveria interessar: a dona-de-casa comum, aquela que pesquisa e anda nos supermercados e feiras em busca do melhor preço. Com certeza, essa personagem comum esquecida pelas pautas de economia quer muito saber quanto sua lista de compras vai pesar a mais (ou a menos) no orçamento familiar.

Uma parte da minha dificuldade eu já consegui resolver. Sempre destaco, ao invés da porcentagem de variação da cesta, quanto em reais (R$) ela aumentou ou diminuiu. Acho que isso ajudou a tornar o texto mais popular. E você? O que faz para tentar fugir do “mais do mesmo” nas pautas comuns que aparecem sazonalmente?




Sobre o blog

Se jornalismo é a arte de “contar histórias”, esse blog quer contar as “histórias por trás das histórias” que saem nas páginas do jornal. Produzir notícias não é um processo fácil. Porém, é uma atividade que pode ser mais do que divertida para quem é apaixonado pela profissão de repórter. Por isso, este é um espaço para “causos”, comentários de notícias e algumas questões sobre as transformações que o jornalismo passa. Embora o foco sejam os estudantes e os “focas”, o objetivo é muito mais debater e trocar idéias do que ensinar.

Passarinho