Repórteres precisam ser figuras naturalmente inquietas. Não dá para ficar parado. Um colega de redação diz que lugar de repórter é na rua. E não está exagerando nem um pouquinho. Quem apura um assunto não pode ficar parado, sentado em uma giratória desconfortável, só pesquisando no Dr. Google ou fazendo ligações. Claro, esse trabalho de “investigação” inicial é totalmente necessário. Mas está longe de ser nele que um verdadeiro jornalista vai descobrir os fatos mais importantes que vão compor o lead de uma matéria.
Não dá para seguir por um só caminho. É preciso ter “faro”, pensar em várias possibilidades e não se deixar enganar pela primeira novidade que surge. Não entendo como alguns colegas se limitam a não buscar os vários lados de uma história, a não ir a fundo nos assuntos e, principalmente, param diante do primeiro obstáculo: um celular que não atende, uma fonte indisponível, a internet fora do ar. Fazendo corpo mole, é fácil dizer para o editor: “a pauta caiu”.
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