Semana passada – mesmo editando – ganhei a missão de fazer um material especial para ser publicado no domingo. E acabei passando por um momento surreal, digno de todos os repórteres que dependem de assessoria…
Precisava de um advogado tributário ou trabalhista para entrevistar sobre o fator previdenciário. Depois de mandar e-mails e ligar para algumas assessorias de imprensa da “Terra da Garoa”, consegui um advogado para conceder entrevista. A assessora prometeu 40 minutos; ligou em 1 hora.
Nesse tempo, com a pressa natural de todo repórter de jornal diário, eu já tinha conseguido outra advogada para falar. Até a entrevista estava feita. Mesmo assim, aceitei a segunda fonte (quanto mais informação melhor, mesmo que se faça as mesmas perguntas) e a assessoria me disse que ele poderia atender imediatamente. Com a velocidade de quem tem medo de perder a única chance de falar com Lula, liguei rápido para o primeiro número: só chamou… Parti para o segundo: atendeu uma outra “assessora” que me alugou um tempão falando do trabalho deles, perguntando de onde eu era, qual era o nome, qual era o e-mail, qual era o telefone, quando a matéria ia sair, se podia mandar releases, etc.
Finalmente: “Um minuto (bem longo, ela esqueceu de dizer), por favor, que vou passar para ele”. Enquanto espero, escuto ela dizer para uma pessoa que estava passando na sala que é uma “entrevista de última hora”. Como assim, Bial? Depois de 5 minutos já com o braço doendo antes de ter começado a entrevista e ouvindo ruídos ensurdecedores (acho que ficaram roçando o gancho do fone na mesa), o advogado atendeu com uma resposta antes da pergunta. E para dizer o que nenhum repórter quer: “Há que bom que você ligou, eu escrevi um artigo ótimo sobre isso…” e continuou com um enorme discurso político.
O tempo para mandar o texto que já está pronto? Pelo menos umas duas horas… E, infelizmente, não usei nada.
Oi Vini, parabéns pelo blog!
Dinamismo, reflexão e criatividade!
Adorei as histórias de repórter!!!
bjo