Esse negócio de ser editor não é fácil mesmo… Falta tempo até para manter vivo o blog pessoal. Porém, para não perder a força do hábito….
Emídia Felipe encaminha e-mail com um texto interessante sobre a recente “farsa” do menino que teria ficado preso em um balão cujo drama da família virou, durante horas, alvo da imprensa mundial. Uma boa discussão sobre o que realmente é importante ser apurado ou não. O texto também pode ser lido no site do Knight Center para o Jornalismo nas Américas. Em destaque, a melhor parte da matéria, segundo Emídia (mas eu também concordo com ela).
Meios de comunicação colaboraram com a farsa do “menino do balão”, diz investigador
Investigadores apuram se os meios de comunicação sabiam que a história do menino de seis anos, supostamente a bordo de um balão aeroestático, era uma mentira, informa a CBS News, que cita um xerife do estado americano do Colorado.
As revelaçoes e os rumores acerca da chamada “família do balão” circulam na internet mais rápido que o globo de hélio caseiro à deriva na semana passada.
Os investigadores querem interrogar um sócio do pai da família, que preparou a farsa, uma montagem publicitária para promover um programa de televisão que pretende criar, acrescenta a Associated Press. O sócio, Robert Thomas, vendeu ao site Gawker.com a história “Exclusivo: Ajudei Richard Heene a planejar a farsa do balão”. Segundo o Gawker, trata-se de “relato fascinante”. “Logo que Thomas ofereceu vender a sua história, pagamos por ela”, explica o site. O valor não foi revelado.
Diane Mermigas, do True/Slant considerou o incidente “o melhor exemplo dos caprichos do vídeo e das discussões em tempo real, que se alimentam de tudo o que está na vista igual a uma piranha”. Mermigas disse ainda que a imprensa deveria se dedicar aos assuntos de real importância e não só às manchetes que causam impacto.
Vários psicólogos disseram que a atenção excessiva dos meios de comunicação ao caso poderia afetar negativamente a criança de seis anos no centro da polêmica, explica a CNN. E os efeitos de ir pela vida como “o menino do balão”?