Não, eu não morri! Mas as coisas complicaram um pouco para mim aqui no jornal. Minha colega de editoria, Emídia Felipe, foi promovida à chefia de reportagem e já está assumindo o novo desafio desde janeiro. Ao mesmo tempo que desejo boa sorte a ela (que merece pelo esforço e competência que sempre demonstra nas atividades que exerce), peço desculpas aos poucos leitores pelos longos períodos off. Lembrando que não esqueci das promessas que fiz anterioremente e prometo pagar as dívidas.
Arquivo para Fevereiro, 2009
Atestado de vida
Nos mínimos detalhes
Eis um bom exemplo de como algumas notícias precisam ser bem explicadas já no próprio lead sob o risco de perdermos o interesse do leitor ou mesmo ser mal interpretados. Foi divulgado pela Folha Online, há pouco:
As vendas do setor de papelão ondulado, considerado a embalagem das embalagens e por isso um termômetro do aquecimento do comércio, foram de 164,5 mil toneladas em janeiro, crescimento de 4,7% em relação a dezembro (157,1 mil toneladas), mas queda de 8,3% em relação a janeiro de 2008 (179,4 mil toneladas).
É interessante observar como o repórter foi objetivo e preciso ao explicar porque o papelão ondulado é tão relevante para alguma análise econômica.
Barrigada no Senado
“Barrigada” é o nome “técnic0-popular” que se dá, no jornalismo, ao erro em uma informação divulgada. Hoje, sem ser jornalista, o senador Paulo Paim (PT-RS) cometeu uma gafe e anunciou a morte do colega Adão Pretto (PT-RS). Depois que foi avisado do erro, o parlamentar fez a correção e pediu desculpas. Tarde demais: alguns senadores chegaram a fazer discursos em homenagem a Preto. Leia os detalhes na Folha Online e no Blog do Noblat.
Está aí um bom exemplo para o trabalho de um repórter de como as informações precisam ser checadas várias e várias vezes antes de “botar a boca no trombone”.
Atualização às 17h38: O Blog do Noblat reproduziu os discursos de pesar dos senadores até o momento em que o próprio Paim corrigiu o erro. Se não fosse trágico, seria cômico…