
Passou-se um mês de que a reforma ortográfica da Língua Portuguesa está em vigor e as minhas dúvidas (e as de todos aqui na redação) permanecem. Não tem agora um que não pare, olhe e pense diante dos hífens. O trema é fácil de excluir. O acento dos ditongos abertos (jiboia, ideia, plateia, assembleia, etc) também é fácil de aprender embora me soe visualmente esquisito. Mas para quem tem a língua como uma das principais ferramentas, absorver as novas regras é difícil (embora seja quase obrigatório já que o jornal já adotou a reforma). Tudo porque estamos tão acostumados a escrever as palavras daquela forma que, na velocidade do digitar, os novos erros passam batido. A salvação chegou essa semana: o corretor ortográfico de nossos editores de texto foram atualizados dentro das novas regras. Pelo menos agora, se escrevermos algo fora das normas, ele acusa.
Deixo aqui uma angústia dos repórteres de Economia de todo o país. Desde setembro, quando se começou a falar na crise econômica mundial e seus efeitos não se consegue mais que nada tenha outra explicação para os problemas de qualquer setor: “são os reflexos da crise”. Resultado: as pautas de Economia – por mais criativas, aprofundadas e inovadoras que sejam – parecem cair sempre no lugar comum. Às vezes, me parece que o problema não está nem nos jornalistas, mas nos especialistas, empresários e outras fontes têm quase sempre a mesma explicação para o problema global.