A coisa que mais sinto falta desde que me tornei repórter de Economia e que era sempre (ou na maioria das vezes) possível na editoria de Cidades é a oportunidade de usar plenamente os cinco sentidos: ver, ouvir, cheirar, tocar, provar a matéria. Durante duas semanas, estou podendo relembrar um pouco disso. Viajando com o fotógrafo Aléx Régis pelas praias do Litoral Norte e Sul do Rio Grande do Norte temos como missão encontrar personagens e registrar belas imagens de nossas praias que comporão parte do caderno sobre Turismo, do projeto Motores do Desenvolvimento da Tribuna do Norte.
Desde ontem, quando paramos em Barra de Cunhaú tenho me sentido melhor. Não é só porque o ar é diferente. Não é só porque, mesmo a trabalho somos um pouco de turistas também. É porque, na rua, você pode fugir do convencional. As entrevistas vão se transformando em conversas informais, a cabeça vai pipocando de idéias que fazem o tec-tec das teclas do laptop ser cada vez mais rápido enquanto você revisa as anotações do bloquinho.
E o lead? Como pensar nele quando você pôde tocar a água escura da Lagoa da Coca-cola, em Baía Formosa? Ou como tentar ser burocrático se você caminhou descalço pela areia branca da praia enquanto um guia local conta sua história e como a presença dos turistas está transformando sua vida e do município onde nasceu? Pra PQP com o lead. Quero mais é traduzir agora para o meu leitor, em palavras, aquilo que pude sentir. Se ele, lendo texto, começar a ouvir de repente o vento que sopra em Pipa, meu dia está ganho.
Fuderoso!!!