E o diploma, cadê?!
Estava esperando as coisas esfriarem mais para poder lançar minha opinião sobre o nosso diploma de Jornalismo, que agora mais parece
um papel sem importância guardado em um pasta de documentos. Confesso que já fui defensor ferrenho do diploma. Hoje tenho minhas
dúvidas se uma faculdade é necessária para formar um jornalista. Mas, também não acho que o diploma mereça a lata do lixo. Passei
quatro anos e meio nos bancos da UFRN para conseguir meu título de bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo
(nome grande e pomposo, né?) e não me arrependo de nenhum dos calos que criei na bunda por isso. Porém, lamento em dizer que a
decisão da Justiça sobre a não-obrigatoriedade do nosso diploma é apenas uma oficialização de algo que já estava posto: nosso
“canudo” foi desvalorizado por nós mesmos.
Infelizmente, como jornalistas, somos uma classe desmobilizada. Vá ver o que acontece se você tentar tirar o diploma de um médico,
engenheiro ou até de um chef de cozinha para fazer alusão ao exemplo patético do ministro Gilmar Mendes… Infelizmente, a voz de
alguns poucos jornalistas sindicalizados que foram para Brasília bater panela não funcionaria nunca. Precisávamos estar juntos, mostrar à
sociedade o quanto essa discussão sobre o diploma era importante. Enquanto massa trabalhadora, fizemos justamente o contrário (e o
que sempre fazemos): esperamos as coisas acontecerem.
Acho que agora restam dois caminhos: ou desvalorizarmos ainda mais o nosso diploma e deixar quem não tem capacidade nenhuma de
ser jornalista ocupar as nossas poucas vagas no mercado; ou passamos a valorizá-lo desde já, mostrando que quem é jornalista por
formação está muito mais preparado do que quem nunca passou pela universidade. É hora de investirmos nas pós-graduações e outros
cursos que agreguem ao nosso conhecimento universitário outras informações, que nos tornem profissionais melhores.
Que caminho vamos seguir? Não sei quanto a vocês… Mas eu já escolhi o meu.
P.S. O argumento do ministro Gilmar Mendes sobre o jornalismo ser uma atividade “meramente intelectual” coloca em xeque toda a área
de Ciências Humanas e Sociais. Será que vão querer tirar o diploma agora dos advogados, sociólogos, historiadores, psicólogos e
professores? Nesse último caso, era só o que faltava para fazermos a educação do nosso país afundar de vez.
Estava esperando as coisas esfriarem mais para poder lançar minha opinião sobre o nosso diploma de Jornalismo, que agora mais parece um papel sem importância guardado em um pasta de documentos. Confesso que já fui defensor ferrenho do diploma. Hoje tenho minhas dúvidas se uma faculdade é necessária para formar um jornalista. Mas, também não acho que o diploma mereça a lata do lixo. Passei quatro anos e meio nos bancos da UFRN para conseguir meu título de bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (nome grande e pomposo, né?) e não me arrependo de nenhum dos calos que criei na bunda por isso.
Porém, lamento em dizer que a decisão da Justiça sobre a não-obrigatoriedade do nosso diploma é apenas uma oficialização de algo que já estava posto: nosso ”canudo” foi desvalorizado por nós mesmos. Infelizmente, como jornalistas, somos uma classe desmobilizada. Vá ver o que acontece se você tentar tirar o diploma de um médico, engenheiro ou até de um chef de cozinha para fazer alusão ao exemplo patético do ministro Gilmar Mendes… Infelizmente, a voz de alguns poucos jornalistas sindicalizados que foram para Brasília bater panela não funcionaria nunca. Precisávamos estar juntos, mostrar à sociedade o quanto essa discussão sobre o diploma era importante. Enquanto massa trabalhadora, fizemos justamente o contrário (e o que sempre fazemos): esperamos as coisas acontecerem.
Acho que agora restam dois caminhos: ou desvalorizarmos ainda mais o nosso diploma e deixar quem não tem capacidade nenhuma de ser jornalista ocupar as nossas poucas vagas no mercado; ou passamos a valorizá-lo desde já, mostrando que quem é jornalista por formação está muito mais preparado do que quem nunca passou pela universidade. É hora de investirmos nas pós-graduações e outros cursos que agreguem ao nosso conhecimento universitário outras informações, que nos tornem profissionais melhores.
Que caminho vamos seguir? Não sei quanto a vocês… Mas eu já escolhi o meu.
P.S. O argumento do ministro Gilmar Mendes sobre o jornalismo ser uma atividade “meramente intelectual” coloca em xeque toda a área de Ciências Humanas e Sociais. Será que vão querer tirar o diploma agora dos advogados, sociólogos, historiadores, psicólogos e professores? Nesse último caso, era só o que faltava para fazermos a educação do nosso país afundar de vez.